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Colégio João Paulo II
Braga (Dume e 7 Fontes)
Edição 10 · Nov 2026 · Semana 10

Castanhas,
lama e
vento

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Colégio João Paulo II, Braga (Polo de Dume e Polo de 7 Fontes) BRAGA (DUME E 7 FONTES)
Edição 10 · Nov 2026 · Semana 10
Fernando Fidalgo
Fernando Fidalgo
Mensagem do Diretor Pedagógico Nacional

Exigir e cuidar: duas palavras que andam juntas

Há quem pense que uma escola tem de escolher entre ser exigente e ser acolhedora, como se fossem os dois pratos de uma balança. A nossa experiência é outra. Um bom treinador sabe que o atleta que mais exige de si é precisamente o que mais precisa de sentir que o treinador está do seu lado.

Exigir é acreditar que o aluno é capaz de mais. Quando um professor mantém a fasquia num trabalho difícil, está a dizer ao aluno que confia nele. Cuidar é garantir que ele tem os meios para lá chegar: tempo, explicações claras e um adulto atento quando a fasquia parece alta demais. Sem cuidado, a exigência transforma-se em pressão. Sem exigência, o cuidado fica reduzido a uma proteção que não deixa crescer.

O mesmo equilíbrio constrói-se em casa. Um limite explicado com calma, uma tarefa que cabe a cada filho cumprir, como pôr a mesa ou preparar a mochila, e um elogio sincero quando algo lhe custou a fazer. São atitudes simples que dizem à criança, ao mesmo tempo, «esperamos isto de ti» e «estamos contigo».

Nas nossas escolas, procuramos este equilíbrio todos os dias, em cada sala e com cada aluno. É um trabalho que fazemos em conjunto com as famílias. Porque acreditamos que educar é preparar para a vida. Contem connosco.

Fernando Fidalgo · Diretor Pedagógico Nacional

Fernando FidalgoDiretor Pedagógico Nacional
Inês Villas-Boas Martins
Inês Villas-Boas Martins
Coluna de Opinião

Castanhas, lama e vento

Diz-se que educar vem do latim educere, que significa conduzir para fora. Pode ser uma coincidência feliz, mas em novembro, com o S. Martinho a 11, é difícil não a levar à letra. Que melhor altura para sair da sala do que quando o chão cheira a folhas molhadas e o vento obriga a apertar o casaco?

Lá fora, a aprendizagem acontece sem que ninguém a anuncie. Uma criança que equilibra um pé num tronco molhado está a calcular o risco. Outra, que descasca uma castanha ainda quente, aprende paciência, temperatura e matéria ao mesmo tempo. A lama ensina que nem tudo se resolve à primeira e que sujar as mãos faz parte do processo. Como guia Montessori, habituei-me a confiar nisto: a criança aprende com o corpo inteiro, e o corpo inteiro precisa de ar livre.

E o frio? E a chuva? Todo o problema tem pelo menos uma solução: roupa por camadas, botas impermeáveis, uma muda na mochila. O tempo mau raramente é o obstáculo. Costuma ser a nossa vontade de ficar a salvo.

Fica o convite para este fim de semana: um passeio sem destino e sem pressa, a apanhar castanhas e folhas, a ouvir o que o vento tem para dizer. Quem sabe se, de regresso a casa, com os sapatos sujos, não ouvimos aquele «Ah! Entendi» que tanto nos faz sorrir.

Inês Villas-Boas Martins · Diretora Pedagógica, Oceanus International School

Inês Villas-Boas MartinsDiretora Pedagógica, Oceanus International School
Centro de Formação São Miguel Febres Cordero Muñoz Entrevista · Centro de FormaçãoFormar quem formaConversa com o Dr. Manuel SarmentoO Centro de Formação São Miguel Febres Cordero Muñoz é o centro de formação da MB Education e serve todas as escolas e centros do grupo. Falámos com o Dr. Manuel Sarmento sobre o que faz, para quem trabalha e o que isso significa para as famílias.Ler a entrevista → Crónica · Pré-escolar e 1.º CicloPão por Deus: partilhar é tradiçãoPré-escolar e 1.º CicloLer a rubrica → Crianças a pintar retratos de Sérgio Godinho Crónica · Pré-escolar, salas dos 5 anosDa melodia à palavraSalas dos 5 anosLer a rubrica → Grua dos bombeiros elevada Rubrica · 1.º Ciclo · Visita de estudoPequenos exploradores no quartel dos bombeiros1.º AnoLer a rubrica →
Academia CJPII · Escola do Ser

Bom dia também se ensina

Alunas do Colégio João Paulo II, Escola do Ser

Há palavras pequenas que fazem um grande trabalho. «Bom dia», «com licença», «por favor». Demoram menos de dois segundos a dizer e mudam o ambiente de uma sala inteira. Quem já entrou numa sala onde ninguém levantou os olhos sabe a diferença.

As boas maneiras não são verniz nem regras de museu. São a forma mais simples de dizer ao outro: reparei em si, e você importa. Na Escola do Ser, é isto que procuramos formar. O respeito e a empatia começam num cumprimento e chegam, mais tarde, a tudo o resto.

Como mãe de um menino, sei que ninguém aprende isto com sermões. Aprende-se a ver os adultos fazerem. Se o cumprimento ao porteiro, ao motorista ou à avó for sincero, a criança copia sem que ninguém lho peça. Se for dito a correr e de olhos no telemóvel, também copia. Funciona nos dois sentidos, e convém lembrarmo-nos disso à porta da escola, de manhã.

O desafio desta semana é simples: cumprimentar primeiro. Em casa, na escola, na rua. A cortesia é contagiosa, e há contágios que vale a pena espalhar. Obrigada por tudo e por tanto. Fiquem bem e façam acontecer.

Liliana DurãesCoordenadora da Escola do Ser, Academia CJPII

Visitas: as circulares já estão disponíveis Viagens ao estrangeiro: consulte os destinos propostos para o ano letivo de 2026/27 Datas a confirmar
Clube DesportivoConheça o calendário de jogos para este fim de semana Ver calendário → VoleibolSáb. 31 out. e dom. 1 nov. FutebolSáb. 31 out.

Agenda da Semana

3Terça
ApresentaçãoSessão de apresentação dos cursos de verão
Data

Terça-feira, 3 de novembro

6 e 7Sex. e sáb.
CerimóniaCerimónia de entrega dos prémios de mérito
Data

Sexta-feira e sábado, 6 e 7 de novembro

Conselhos do Gabinete Psicopedagógico

Brincar na natureza também é aprender

Com o outono, os dias encurtam e o tempo ao ar livre diminui. Pequenos hábitos em família mantêm o contacto com a natureza, com benefícios para a atenção, o equilíbrio emocional e o desenvolvimento motor.

Creche

Os mais pequenos aprendem com o corpo todo. Tocar na terra, sentir o vento e chapinhar numa poça desenvolvem os sentidos, o equilíbrio e a confiança nos próprios movimentos. Deixe-o explorar ao seu ritmo, com roupa que se pode sujar.

Pré-escolar

Faça do passeio uma descoberta: apanhar castanhas, comparar folhas, ouvir os pássaros. Dar nome ao que encontram enriquece o vocabulário, e a brincadeira livre ao ar livre estimula a imaginação e a cooperação.

1.º ciclo

Lance-lhe pequenos desafios, como subir a um tronco baixo, construir uma cabana com ramos ou desenhar o que observou. Um risco moderado e acompanhado ajuda a criança a conhecer os seus limites e a ganhar autonomia, e o tempo na natureza melhora a concentração na sala de aula.

2.º ciclo

Proponha um passeio com missão: seguir um trilho, identificar árvores e aves, orientar-se com um mapa. Explorar ao ar livre com alguma autonomia melhora a concentração e ensina a lidar com a frustração e com o imprevisto.

3.º ciclo

Peça-lhe que planeie uma saída em família: escolher o percurso, ver a previsão do tempo, preparar a mochila. Assumir essa responsabilidade reforça a autonomia e a confiança, numa idade em que o ecrã tende a ocupar o tempo que antes se passava lá fora.

Secundário

Em semana de testes, uma caminhada ao ar livre é uma pausa que rende. O tempo na natureza reduz o stress e ajuda a recuperar a atenção depois do estudo. Convide-o a caminhar consigo, sem ecrãs, e aproveite para conversar.

Inscrições Atividades Extracurriculares

Uma newsletter para viver o colégio bem de perto

Porque educar é um caminho partilhado, esta newsletter traz-lhe as notícias, as conquistas e o que vem a seguir, semana após semana.